CEMADEM dá previsão de aproximadamente 10 dias para inundar trecho da BR 364
Segundo a Secretaria Municipal de
Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec), a pasta realizou uma
viagem junto com hidrólogos do Centro Nacional de Alerta e Monitoramento
de Desastres Naturais (Cemaden), na última sexta-feira (23), para
mapear demandas do que pode acontecer nas BRs 364 e 425, que dão acesso
ao município de Guajará-Mirim (RO) e ao estado do Acre, que ficaram
totalmente isolados no ano passado, devido à cheia dos rios Madeira e
Mamoré.
Durante a viagem, foram detectados
pontos que podem ficar alagados e que devem ser sinalizados e balizados
com antecedência. Segundo a Defesa Civil, falta um metro para a cidade
de Guajará-Mirim decretar estado de alerta, já que o Rio Mamoré
transborda na cota de 13 metros. Para a BR-425, a Defesa Civil considera
três pontos que podem ficar submersos: nas localidades de Misericórdia,
Ribeirão e Araras, que ficaram inacessíveis ano passado.
Já os pontos sensíveis da BR-364 estão
localizados próximos ao distrito de Jacy-Paraná, Mutum-Paraná, que ficou
submerso por aproximadamente 14 quilômetros de extensão, e Abunã. “O
primeiro trecho que pode ser inundado, de acordo com o Cemaden, é a área
próxima da antiga Mutum-Paraná. Há uma previsão de aproximadamente 10
dias para que isso ocorra”, explicou Pimentel.
A BR-364 também está sendo monitorada
pela Polícia Rodoviária Federal. Uma régua foi instalada no quilômetro
471 da estrada, trecho que ficou completamente alagado em março 2014,
isolando completamente o Acre. Segundo a medição dessa segunda-feira
(26), faltam apenas 52 centímetros para o Rio Madeira chegar à estrada.
Na medição anterior, em 17 de janeiro, a marca registrava 1,20 metro.
Entre 6 e 9 de janeiro, a água estava distante 1,10 metro da via; já no
dia 12, o rio estava a 1,30 metro de distância. De acordo com a PRF, a
partir da marcação de 0,50 metro, a situação será considerada crítica e a
corporação trabalhará em estado de alerta.
Probabilidade de cheia
Segundo o hidrólogo da Cemaden, Conrado
Rudorff, há previsão de que em 14 dias o Rio Madeira apresente vazão. A
previsão é baseada no monitoramento tanto metereológico quanto
hidrológico feito pela Agência Nacional de Águas (ANA).
O acompanhamento da ANA, conforme
explicou, indica que a cheia deste ano será expressiva, mas que é
antecipado afirmar que pode ocorrer um evento similar ao de 2014. A
dúvida se instaura porque, em janeiro, choveu acima da média no Rio
Beni, na Bolívia, onde fica a cabeceira do Madeira, mas choveu abaixo da
média no Rio Mamoré.
Trabalho conjunto
Foram firmadas parcerias com a Defesa Civil do estado do Acre, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). PRF e Dnit acertaram convênio no sentido de sinalizar e auxiliar na manutenção das estradas Park e Linha 29, canais que possibilitaram tráfego no ano passado, quando a BR-364 ficou intrafegável em alguns trechos.
Foram firmadas parcerias com a Defesa Civil do estado do Acre, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). PRF e Dnit acertaram convênio no sentido de sinalizar e auxiliar na manutenção das estradas Park e Linha 29, canais que possibilitaram tráfego no ano passado, quando a BR-364 ficou intrafegável em alguns trechos.
A Sempedec também informou que está
trabalhando junto com a Secretaria de Assistência Social (Semas) um
acordo para que famílias que estão em bairros que podem ser atingidos
pela cheia sejam levadas para os empreendimentos Orgulho do Madeira e
Porto Madeira, antes que o pior aconteça. “Essas famílias retornaram
para locais que foram atingidos antes. A Defesa Civil não autorizou o
retorno, mas elas voltaram. Estamos trabalhando com o pior cenário”,
concluiu Pimentel.
Cheia histórica
No pico da cheia, o Rio Madeira chegou à marca de 19,74 metros. Além de isolar o estado do Acre, a enchente histórica atingiu em Rondônia, principalmente, os municípios do Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim e afetou cerca de 97 mil pessoas, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.
No pico da cheia, o Rio Madeira chegou à marca de 19,74 metros. Além de isolar o estado do Acre, a enchente histórica atingiu em Rondônia, principalmente, os municípios do Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim e afetou cerca de 97 mil pessoas, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.
Fonte: G1
